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Quando o coração se sobrecarregar com o peso da vida

  Tem dias em que o cansaço não vem do corpo. Vem da cabeça cheia demais. Da alma em estado de alerta contínuo. É tarefa que se empilha em tarefa. Mensagem que chega antes da anterior ser digerida. Exigência, prazo, resposta, desempenho. Tudo pede atenção ao mesmo tempo — e nada respeita o seu ritmo. Aos poucos, você vai funcionando no automático. Resolve, entrega, sustenta. Mas por dentro… por dentro algo começa a fazer barulho. Uma inquietação silenciosa. Uma sensação de que você nunca termina o dia inteira — sempre fica um pedaço seu espalhado pelo caminho. O mundo moderno romantizou a sobrecarga. Chamou de produtividade aquilo que, na verdade, é exaustão emocional. E você aprendeu a seguir mesmo cansada, mesmo confusa, mesmo sem saber mais onde colocar o que sente. Só que existe um limite invisível. Quando a mente acelera demais, o coração perde o compasso. E aí surgem a ansiedade sem nome, o choro sem motivo, a vontade de sumir por algumas horas — ou de ser cuidada sem precisa...

Entre Fitas e Rendas